quinta-feira, 4 de abril de 2013

Qual a origem dos povos da palestina e Israel e porque não e reconhecido o estado palestino


A nação Árabe que são o resultado da descendência de Ismael é hoje um povo imenso e muito rico que tem influenciado todas as nações do mundo com sua religião (Islamismo = 2º maior religião do planeta), sua cultura e sua extraordinária capacidade empresarial. Também o petróleo dos Árabes tem alimentado os veículos e fábricas em todo o mundo, petróleo esse que tem sido motivo de cobiça por parte pricipalmente dos Estado Unidos. A Palestina corresponde à Judéia e à Canaã do mundo antigo. Os romanos se referiam à Síria Palestina, que era a terra dos filisteus (philistinos). Israel teve sua origem na descendência de abrão com seu filho Isaque, em  hebraico a palavra Israel significa “Vencedor de Deus”, de isra (venceu) e el (Deus). Em 1948, foi instituído o Medinat Israel (Estado de Israel). Lembremos que as palavras  Judeus e Hebreus são sinônimos.
Os judeus passaram a emigrar para a Palestina em massa a partir da década de 1870 como resultado da prevalência entre os judeus da Europa do "movimento sionista", ou seja, a ideia de que Israel deveria voltar para Sião, ou seja, para a Palestina de onde haviam sido expulsos pelos romanos após a revolta de Bar Kochba em 135. Cansados de tantas perseguições entre as nações europeias, os judeus resolveram voltar para a "Terra Prometida", inclusive pela crença de que, com este retorno, também se teria a vinda do Messias. A emigração aumentou consideravelmente e começou a haver problemas de relacionamentos entre os árabes, que ocupavam a região, e os judeus. É bom lembrar que a área pertencia ao Império Otomano (Turquia) mas como esta nação foi derrotada na Primeira Guerra Mundial, a área passou a ser administrada pela Inglaterra. Após a Segunda Guerra Mundial, com o holocausto causado pelos nazistas, cresceu a ideia de que se deveria dar um lar nacional judaico na Palestina, ideia contra a qual se levantaram os árabes (que haviam apoiado os nazistas durante a guerra). A ONU decidiu pela divisão do território da Palestina em dois Estados, um judeu e outro árabe. Os árabes rejeitaram esta proposta e os judeus acabaram, de forma unilateral, proclamando o Estado de Israel em 1948. Os árabes se uniram para "jogar Israel ao mar", mas foram sucessivamente derrotado  em 1948, 1967 e 1973. Somente em 1977, um país árabe, o Egito, foi o primeiro a reconhecer a existência de Israel. Em 1990, a Jordânia também seguiu este passo. Os demais países árabes não aceitam a existência de Israel. Os palestinos, ou seja, os árabes que moram na região da Palestina, acabaram se organizando em diversas organizações pleiteando a criação do Estado árabe previsto no plano da ONU, pois, na verdade, até a década de 1970, os países árabes disputavam a soberania daquela região, ou seja, não queriam que ali se formasse um país independente mas que a região ficasse pertencendo a um dos países árabes já existentes. A Jordânia, principalmente, entendia que era a legítima soberana da região. Depois da grande derrota da guerra de 1967 (a guerra dos seis dias), os árabes acabaram aceitando a ideia de um Estado palestino e a ONU passou a reconhecer a OLP (Organização para a Libertação da Palestina) como a legítima representante do povo palestino. Em 1993, a OLP reconheceu, ainda que implicitamente, a existência do Estado de Israel e, a partir de então, tentou-se, sem êxito, a criação deste Estado. Com o fracasso das negociações de paz de 1993, cresceu, entre os palestinos, a adesão ao Hamas, organização que defende a ideia de "jogar Israel ao mar", ideia esta que foi criada pela Irmandade Muçulmana, poderosa organização que, inclusive, deve passar a governar o Egito. O Hamas hoje controla a Faixa de Gaza e tem um governo autônomo em relação à Autoridade Nacional Palestina, dirigida pela OLP, e que é um quase-Estado, criada em 1993.
Assim, podemos dizer que não há, até hoje, um Estado Palestino por três fatores:
 
1 - A desunião entre os árabes que impediu que, quando se criou o Estado judaico, também se formasse um Estado árabe;
 
2 - A insistência de muitos segmentos dos povos árabes pela destruição de Israel e, desta maneira, não há opção pela criação de dois Estados , mas, sim, a destruição do Estado judaico existente e a sua substituição pelo Estado árabe;
 
3 - O crescimento, entre os judeus, de segmentos que defendem que toda a Palestina deve ser um Estado judaico, ou seja, defendem a ampliação de Israel, o que impede a criação do Estado palestino.

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