quinta-feira, 4 de abril de 2013
Qual o significado histórico da narrativa bíblica em torno de Abrão, Sara e Hagar e seus filhos.
Historicamente, o significado da narrativa bíblica de Abraão, Sara, Agar e seus filhos é demonstrar que Israel é o povo escolhido de Deus, ou seja, que a promessa de Abraão passou a Isaque e não a Ismael, ou seja, o povo da promessa é o povo de Israel (Jacó) e não outros povos que habitem no Oriente Próximo, como é o caso dos árabes. Por isso mesmo, no Alcorão, é dito que o filho da promessa é Ismael e não Isaque, precisamente para que se diga que o povo de Deus é o árabe e não o judeu. Todo casal judeu desejava ter filhos. Em realidade, era esse o alvo do casamento, o casal desejava ser lembrado; só através de descendentes isto era assegurado. Morrer sem deixar descendentes podia levar a família toda a ser destruída, esquecida para sempre. Mesmo hoje os árabes palestinos consideram anormal a vida sem filhos. Sara esposa de Abrão não podia gerar filhos e como era costume da época convenceu abrão a ter um filho através de sua escrava Agar que com este relacionamento nasce Ismael. Logo após algum tempo Sara teve um filho (Isaque). O conflito teve início quando Sara se sentiu humilhada por sua escrava egípcia que a estava tratando como subalterna e não como patroa. E com estes dois filhos surgiu uma certa rivalidade entre ambos, a razão do conflito era o tratamento de Ismael ao seu irmão menor, humilhando-o perante os outros. O perigo da herança estava em jogo também, pois o costume do povo era que o filho primogênito (mais velho), ficasse com metade da herança de seu pai quando o mesmo morresse ou ficasse muito velho para administrá-la, não se baseava ainda na lei, pois a mesma ainda não havia sido dada. Deus fez da semente de Ismael uma grande nação. Diz a Bíblia que Ismael cresceu no deserto, tornou-se arqueiro. (Gn 16.12; Jó 39.5-8).
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